De nada…
Nada fiz que mereça agradecimento, nem sincero nem irónico.
A ninguém dei a mão ou atirei o pé, mas pela firmeza do traço depreendo que a
afirmação é sincera.
Ao longe nada mexe, ninguém foge, nenhuma pegada denuncia presença humana,
nenhum ramo partido indicia passagem ou
fuga…
São seis da tarde.
Sentado na soleira da porta fito o papelinho azul na esperança que algo apareça nas
entrelinhas…
Sem dar por ela volto a submergir num rectângulo azul que emoldura o mundo.