Friday, November 30, 2007

Se…

Se eu fora lugar algum,

talvez em mim te plantasses

e com tempo e agua em mim nasceces,

como se foras uma flor ou um filho.



Se eu fora lugar algum…


Mas mais não sou que um lugar comum.

Daqueles que todos pisam sem um segundo olhar.

Comum como tantas ruas e becos de peles mais ou menos enrugadas

e narizes proeminentes.

De flores murchas e relva mal cortada.

 

P.S. Continuo à espera dessas proposta musicais.

 


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Wednesday, November 28, 2007

Dezasseis gajas e um tipo assim-assim…

Todos os anos por esta altura dou início a uma das mais árduas tarefas que o destino me arranjou.
Não me refiro a irromper pela floresta a dentro e ceifar pinheiros, tão pouco roubar musgo ou azevinhos, é algo muito mais exigente tanto do ponto de vista físico como intelectual.

Trata-se da elaboração de uma compilação de músicas que posteriormente serão gravadas em CD, abonecadas com uma bela capa, baptizadas com o sugestivo nome de “As mais Belas Melodias de Natal” e depois distribuídas pelos mais e menos próximos.

Ano após ano a tarefa tem-se mostrado mais difícil e agora, que a minha imaginação nem ervas produz, vejo-me perto do fracasso.

Assim e por ter confiança na meia dúzia de desconhecidos conhecidos que diariamente me visitam, lanço-vos um sentido pedido, ajudem-me.

O objectivo é escolher entre 15 e 18 canções de espírito intimista, não fosse isto um disco de Natal.
O desafio auto imposto deste ano é faze-lo só com vozes femininas e eventualmente uma… Assim-assim.


Até agora a lista (não forçosamente por esta ordem) vai assim:

Badi Assad - Valse d´Amelie
BDH Band - Satellite of Love
Jane Birkin - Harvest Moon
Armando Trovajoli - Decisione
Pizzicato Five - Such A Beautiful Girl Like You
Susanna and the Magical Orchestra - Hallelujah
Elza Soares - Che Meraviglia
Cat Power - The Greatest
Nico - The Fairest of the Seasons
Les Rita Mitsouko - Les amants
Os Mutantes - José
Secos e Molhados - Preto velho

Estão abertas as inscrições.

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Friday, November 16, 2007

De modos que…

De modos que te amo.

E sinto tão gravemente a tua falta,

como quem sente a dor num braço que já não tem.

E perco-me em ti

viajando com os olhos

no infinito branco do tecto do quarto

que por segundos podia ser nosso.

Quero-te portanto.

Mais do que me quero a mim…

Ou pelo menos de igual forma,

que este tipo de sentimentos não se querem altruistas.

Espero-te!

Com a ansiedade a empurrar-me o coração,

ora para trás ora para a frente.

Pois é assim que se deve esperar…

Espero que chegues,

que largues os sacos das compras

que desligues a luz e te atires para mim.


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Monday, November 12, 2007

L’acrobate blue…

O meu bem querer aportou-me da cidade da luz um pequeno caderno pautado, este pequeno caderno pautado, Onde agora me confesso sob a forma de letras pouco legíveis…

Na capa ostenta vaidoso o “L’acrobate blue”, um quadro do Picasso com sabor a Matisse.

Tenho por habito ou vício, não sei bem, coleccionar cadernos, blocos, agendas, um sem fim de folhas lisas ou pautadas, criteriosamente vestidas com capas cuidadas, onde raramente escrevo ou desenho mais do que duas ou três páginas, acho que lhes perco o interesse ou intimamente temo que percam o interesse em mim.

Hoje inauguro um novo caderno vindo especialmente de Paris, de forma a tentar destruir aquilo a que os mais próximos apelidam de “a terrível condição da preguiça criativa”, condição que ao que parece me acompanha desde o primeiro dia de vida.

Ainda assim à quem insista em subornar o meu inerte ser com cadernos e canetas, nas esperança que a minha estéril imaginação procrie, não sei bem porquê.

Enfim, o importante é faze-los acreditar.

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Wednesday, November 7, 2007

Huhuuuuuuuuu…

Com um ribeiro que nervoso galga as margens que o abraçam nas manhas de primavera, enquanto corre virado à foz, também a saúde me invadiu o corpo. Sem pedir licença foi entrando abruptamente por mim a dentro, violando virilmente todos os poros de sofrimento que há tanto tempo parasitavam em mim.

Sou, posso-vos agora dizer, um homem novo, pulsante de energia de quem brotam apenas sorrisos e frases simpáticas. Aproveitem.

Sininhos e campainhas entoam em meu redor, flores brotam do chão à minha passagem. Obrigado a todos que calorosamente torceram pelas minhas melhoras e já agora aos que acariciaram o meu regresso ao vosso convívio.

Agora, escondam essas castanhas e todo o vinho novo que tiverem pois o Alcebíades está de volta.

Posted by at 17:23:22 | Permalink | Comments (3)