Thursday, May 24, 2007

Amorrrrrr

- Eu não te amo

- Não faz mal, eu amo-te pelos dois!

 

Afinal o que é o amor?

Esse labareda que nos consome

Chaga que que nos dilacera a pele

Felicidade ingénua

Tontice de sorriso fácil…

 

Tenho nos últimos tempos, não sei se por estar perto dos trinta, se por termos sido invadidos por um mosquito Africano que não perdoa nenhuma derme, ou apenas pela minha largura de ombros, sido alvo preferencial dos lamento emocionais da maior parte dos meus amigos, sejam eles solteiros ou casados.

O discurso é invariavelmente o mesmo

- não é isto que eu quero para a minha vida.

 

E por isto entenda-se, uma dúzia de anos de relação, que na maior parte dos casos teve inicio por volta dezasseis.

 

Todo este frenesim Freudiano tem-me levado a pensar no prazo de validade do contentamento descontente, será que ele efectivamente acaba, ou tudo isto não passam de fantasias que o cinema pôs no nosso olhar.

Uma coisa eu sei, não sou de todo o homem que era aos 16, sei também que todos os que se têm lamentado no meu sofá também o não são e acho que a esta altura da avaliação isso será o mais importante.

 

Things change…
Para além disso enquanto me preocupo com os problemas dos outros deixo os meus bem guardados no fundo do baú.

 

 

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Wednesday, May 23, 2007

Go Arvo…

Hoje choveu em Afazeres e choveu de tudo, granizo, lama, olhares fulminantes, alguns insultos e até lágrimas.

Em minha casa a tempestade foi de tal proporção, que ligaram da capital a fazer o balanço dos estragos emocionais.

Como as canas da índia eu limito-me a balançar ao sabor do vento, indiferente à chuva aos ódios e ás paixões.

O terrível das tempestades é que não sabemos de onde vêm, dificilmente podemos prever quando irão partir e não fazemos a menor ideia se nos vai molhar.

Enfim é por Arvo Pärt a tocar e esperar que passe…

 

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Friday, May 18, 2007

Titio…

A todos mil desculpas, mas o tempo é coisa que consome e a mim tem-me consumido com tal intensidade, que a esta altura pouco mais me resta que um dedo para escrever e dez gramas de retina que me ajudam a não errar nas letras, mas enfim estou vivo e é isso o que importa.

Confesso que tenho ficado comovido com as mensagens doces e preocupadas que tenho recebido, vindas de pessoas que não me conhecem de lado algum, ou pelo menos julgam algumas delas não me conhecer.

Mas é que relatar a nossa vida é por vezes um fardo tão pesado e outras tão monótono e outras ainda tão intenso, que me tenho permitido nos últimos tempos a alguma privacidade e reclusão.

Ainda assim digo-vos que vou ser tio, tenho um cunhado que embora não sendo mudo simplesmente não fala, ganhei por entre as curvas ou como diria um dos meus trompetistas favoritos, a espuma destes dias, duas irmãs, uma direita e uma torta. E como a minha casa, ao contrário das do Boris não cresce nem minga, ganhei uma nova morada… um divã na garagem.

De Carolina tenho sabido pouco, apenas que continua a ser a fábula dos meus sonhos. É que com a chegada de Ana, a minha Doce Ana e o seu mais que tudo Nórdico, que ao que parece é agricultor de profissão e pensador de vocação, pouco tenho saído de casa, pois uma mulher grávida exige mil cuidados e com neste lar somos apenas cinco…

Quem entretanto nos tomou por assalto foi a insana primavera, pintando os campos de verde e pintalgando o verde de mil e uma cores, borrando sem medo o céu cinzento de azul e aquecendo de um abafo as noites frias.

Posted by at 18:25:49 | Permalink | Comments (2)