Um pouco ausente eu sei.
Alcibíades o que é feito que não te vemos, não te ouvimos, e mal te lemos?
Destas coisas é feita a vida e a minha não é excepção. Não lhe chamarei prioridades que mais importantes não são. São apenas caminhos vindos não sei de onde, que se intersectam com o nosso e ai só nos resta ir, ir com a corrente sem resistir para não arriscar lesões.
Animem-se que estou de volta, ainda que com um pé dentro e outro fora, mas a confusão emocional tem sido de tamanha dimensão cá em casa que os electrodomésticos sucumbiram em catadupa ao choque daí que este invisível elo que nos liga tem andado adoentado.
Ana, a minha Doce Ana voltou e com ela trouxe um estranho companheiro a quem ela chama de marido e que ao que consta se apelida de Pilot, nem mais, Pilot e lê-se com prenuncia nórdica.
Como se não basta-se a cândida donzela andar fugida durante meses e regressar acompanhada por um viking que não prenuncia uma única palavra em português, ainda trás na barriga um arrogante barão que apesar de ter apenas três meses já provocou no materno ventre uma dilatação de um metro e vinte de raio.
Entendem agora o meu afastamento. Mas não é tudo, porque ainda há Margarida para quem a nossa casa deixou de ser o lar desejado durante uma vida, com base no incontrolável sentimento de estar a mais… Vá-se lá entender.