Wednesday, November 22, 2006

Moi?

A ideia consistia em fazer um ataque rápido e cirúrgico à mente daqueles que me conhecem, procurando assim encontrar pontas, que unidas com nó lais de guia ajudem a encontrar-me.

Os corpos já se atiravam à dialéctica sem pudor nem gagueira, e a minha presença só a custo foi notada. Ao fundo da sala a minha rainha devorava um manuscrito que queria parecer Satre mas mais não deveria ser do que a receita de um bolo de manga. O carteiro José, de quem já vos falei antes, mantinha a sua eterna discussão “tête à tête”, com a bola de espelhos, só Álvaro e Nuno efusivamente me reconheceram. E que melhores cobaias poderia um cientista desejar? Da mesma idade, mesmo sexo, com os mesmos hábitos e vícios.

Sem hesitar e saltando deselegantemente os formalismos sociais perguntei a ambos o que achavam de mim…

Enfim, mais não poderia estar à espera, do que a resposta que obtive. Sintetizando, um silêncio, dois sorrisos largos seguidos de farta gargalhada, um abraço duplo e dois estridentes… “Ééééééééseeeeeeeesssssssssssssssssssssssssssssssssss oooooooooooooo maiiiiiiioooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, Alquimista.

Face ao cenário, de imediato constatei que seria impossível encontrar aqui respostas cientificamente palpáveis, pelo que virei constas e encetei o regresso a casa, mas ainda antes de chegar à porta já a festa girava à minha volta como um anel de fogo encantado e copos e mais copos enchiam-me as mãos, e mãos o corpo e palavras doces a alma e a alma essa ia-se novamente esvaziando de sentido.

Posted by in 09:32:27
Comments

4 Responses

  1. rita says:

    gostei imenso de te visitar :)

  2. Ritinha says:

    Comentário perfeitamente irrelevante o anterior, o que de facto interessa é o gosto que tenho em ler as suas palavras.

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